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Geral  |  Sexta, 22 de Outubro de 2021, 09h59min

Bolsa Família congelado há 3 anos e aumento de 20% anunciado só repõe inflação

Com reajuste proposto pelo governo, ganho real no valor médio do benefício básico seria de R$ 4

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Fonte: www.cnnbrasil.com.br
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Bolsa Família congelado há 3 anos e aumento de 20% anunciado só repõe inflação

Entre os anúncios feitos pelo governo sobre o lançamento do Auxílio Brasil, programa concebido pelo presidente Jair Bolsonaro que deveria ser uma versão ampliada do atual Bolsa Família, está a promessa de um aumento de “cerca de 20%” no benefício hoje pago às famílias participantes.

As informações foram divulgadas na quarta-feira (20) pelo ministro da Cidadania, João Roma, sem muitos detalhes tanto sobre os novos valores, quanto de onde sairão os recursos para financiá-los. Os novos pagamentos, com o programa já rebatizado para Auxílio Brasil, começariam em novembro.

Os valores de base do Bolsa Família, porém, não são reajustados há pouco mais de três anos, desde que o atual governo assumiu, e o aumento de 20% prometido seria o suficiente apenas para recompor a inflação nesse período.

u seja: na prática, o valor do programa ficou menor ao longo desses anos e voltaria apenas a ter o mesmo tamanho.

Desde junho de 2018, data do último reajuste promovido, ainda na gestão do ex-presidente Michel Temer, a inflação acumulada pelo INPC, que mede os preços para a baixa renda, é de 20,8%. É o equivalente à perda de um quinto do poder de compra.

Isso significa que o benefício médio recebido pelas famílias do programa naquele ano, que foi de R$ 182 mensais, deveria estar em R$ 220,84 hoje apenas para que elas continuassem comprando a mesma quantidade de coisas que compravam em 2018.

Atualmente, o benefício médio do Bolsa Família está em R$ 187. Com o aumento prometido de 20%, ele subiria para cerca de R$ 224. Ou seja, será um ganho real de pouco menos de R$ 4 em relação à inflação.

“O Bolsa Família vinha crescendo até 2012 e 2013, tanto em público quanto em valor de benefício, mas, desde a crise fiscal de 2014, os reajustes minguaram e o número de pessoas atendidas também não cresceu”, disse o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Pedro Herculano de Souza.

“O resultado é que estamos em um momento em que a pobreza aumentou, o Bolsa Família ficou igual e com o valor do benefício caindo em termos reais.”

 
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