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Regional  |  Quarta, 08 de Julho de 2020, 14h41min

Quais os tipos de financiamentos imobiliários existentes em Cascavel

Conheça as opções e saiba como escolher a sua

Assessor de Marketing
Fonte: Marketing 03
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Quais os tipos de financiamentos imobiliários existentes em Cascavel

  Conquistar a compra da casa própria é para muitas famílias brasileiras é um grande passo a ser realizado, principalmente em função do orçamento disponível. Sem dúvidas, comprar casas em Cascavel é uma opção muito mais vantajosa uma vez que livra o comprador das etapas burocráticas e do pagamento de juros e prestações. Mas na grande maioria dos casos essa não é a realidade, em virtude do custo total do imóvel, da realidade econômica de nosso país, outras prioridades que fazem parte da rotina da família e claro, a questão da renda disponível para realizar o investimento no momento.

 Em meio a esses inúmeras fatores, é de suma importância conhecer quais são as opções de financiamento disponíveis e quais são as condições aplicadas em cada uma delas. Antes de entrar nas características de cada aplicação, é necessário contextualizar do que se trata um financiamento.

 Um financiamento imobiliário nada mais é do que um empréstimo realizado junto a uma determinanda instituição financeira, em sua grande maioria bancos, para conquistar o capital necessário para a compra de imóveis em Cascavel. Esse empréstimo é realizado a partir de um contrato firmado entre o comprador e o credor, em que suas clausúlas podem variar de acordo com o tipo de financiamento escolhido.

 Normalmente o comprador oferece valor de entrada, empresta o restante com o banco e realiza o pagamento de forma parcelada, com a aplicação de juros pelo tempo de contrato que pode variar entre 20 e 30 anos. A primeira vista parece uma negociação simples, mas as condições firmadas na concessão do empréstimo podem vir a inviabilizar a operação.

 É importante destacar que o valor a vir ser financiamento varia bastante, dependendo da renda do comprador, do tipo do imóvel, entre diversos outros fatores que mudam de caso para caso. Ao escolher um imóvel na planta, o financiamento pode vir a cobrir cerca de 90% do valor total do imóvel. Enquanto no caso de imóveis usados, o valor a ser financiamento acaba sendo bem menor, já que a entrada para apartamentos à venda em Cascavel usados é menor.

 Como os valores e as taxas tem um valor bem diferente, dependendo do tipo de financiamento e instituição que você escolhe, é importante conhecer e pesquisar as mais variadas opções. Ao optar por realizar um financiamento imobiliário, você precisa ter em mente que deve dar conta das prestações, que faz parte do processo de pegar o dinheiro emprestado, afinal você precisa realizar o pagamento em diversas vezes, que implica na aplicação de juros e amortizações.

 Ao emprestar o dinheiro para o financiamento, a instituição financeira implica uma taxa de juros como uma forma de compensar o tempo em que esse dinheiro vai ficar emprestado. O valor estipulado pelo banco vai depender de diversos fatores, mas em suma maioria é motivado pela probabilidade que o comprador tem de não honrar com o compromisso estabelecido. Por isso, no processo de avaliação são levados em conta questões como a renda da família, o valor que vai vir a ser financiado, a idade de comprador e seu histórico de dívidas. Quanto mais indícios houver de que o compromisso não será cumprido, maiores serão as taxas de juros aplicadas.

 Também existe outro fator relacionado a amortização. Isso signfica na prática que o valor pago mensalmente, em sua grande parte, é utilizado para cobrir as taxas do período em que o valor está emprestado. Apenas outra fração é utilizada para de fato cobrir o valor pago pelo imóvel, esse que recebe o nome de amortização da dívida.

Agora que você já conhece mais sobre financiamentos e as condições aplicadas, confira a seguir quais são os tipos de financiamentos imobiliários disponiveis no mercado para a compra do seu imóvel.

  1) Sistema Financeiro de Habitação (SFH)

 Esse é um tipo de financiamento criado pelo Governo Federal que garante a utilização de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e também o Sistema Brasileiro de Poupanças e Empréstimos (SBPE). Previsto em legislação pela lei 4.380/64, esse modelo é responsável por grande parte dos financiamentos realizados em todo o país.

 Para optar pelo SFH, você deve: ter o imóvel com o valor máximo de R$ 950 mil nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Nas outras localidades, o valor fica em R$ 800 mil. Ter uma parcela que não comprometa mais do que 30% da sua renda, prazo máximo da quitação de dívida de 35 anos, compra feita exclusivamente por pessoa física, fonte dos recursos proveneninte da caderneta de poupança e também do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), taxa de juros de 12% ao ano e valor máximo de financiemento na faixa dos 70% do valor do imóvel.

 2) Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI)

  Esse tipo de financiamento foi organizado pelo Governo Federal como uma forma de suprir as necessidades que não são atendidas pelo SFH. Na prática isso consiste em financiar imóveis com o custo superior a R$ 950 mil ou 800 mil reais. Isso implica no pagamento de parcela maiores e ainda a aplicação da taxa de juros mais altas.

 Para optar pelo SFI, você deve: escolher um imóvel que ultrapasse o valor de de R$ 950 mil nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal e  R$ 800 mil em outras localidades, não obter limite de renda comprometida, prazo de quitação de 35 anos, financiamento do imóvel em torno de 80 a 90% do valor, compra realizada por pessoa física ou jurídica, recursos provenientes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE), bem como uma taxa de juros variável.

 3) Minha Casa, Minha Vida

 Criado pelo Governo Federal em 2008, permite o financiamento de imóveis por famílias de baixa renda, com o ganho entre R$ 600 e R$ 5 mil reais por mês. Neste caso é possível obter o financiamento sobre 95% do valor do imóvel, com parcela mínima de 25 reais e prazo máximo de 10 anos para quitar a dívida.

Redatora: Luiza Gonçalves

Foto: Freepik,


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